Cléber Reis: “Cresci muito e vou trabalhar para ser lembrado por Tite”

Passagem pelo segundo clube de maior torcida do Brasil, pela única equipe sem rebaixamentos na Bundesliga e agora pelo time do inigualável “Rei” Pelé. Para um garoto quase sempre distante do futebol, cujo futuro só entrou no caminho do esporte bretão por acaso e já em uma idade distante dos padrões mais ortodoxos, a trajetória do defensor Cléber Reis é no mínimo marcante. Entre um ou outro afazer no belo litoral de São Paulo, o melhor zagueiro do Campeonato Paulista 2013 reservou algum tempo para conversar exclusivamente com o Centrocampismo. Na pauta, a adaptação ao cenário alemão, as possibilidades relacionadas à seleção brasileira de Tite, a chegada ao Santos e vários outros assuntos derivados. Ou seja, muitíssimo futebol em cena.

Você declaradamente não gostava de jogar futebol até mais ou menos os 16 anos. Em contrapartida, levou apenas seis entre o primeiro contato realmente sério, que aconteceu no Legião, clube de Brasília, e a chegada a um Corinthians ainda campeão do mundo. Como foi administrar tudo isto acontecendo nesta velocidade dentro e fora do campo?

É verdade, não era muito chegado no futebol. Mas hoje posso falar tranquilamente que é a minha vida, meu trabalho e meu lazer. Lidar com tudo isto foi normal. As coisas aconteceram com naturalidade e sempre tive minha família ao lado para conduzir esse crescimento.

Sobre o Hamburgo, embora muito tradicional, o clube teve 13 treinadores diferentes desde 2010 e cinco só enquanto você esteve por lá, incluindo interinos. Foi um panorama estranhamente parecido com o brasileiro, mas qual o tamanho do impacto no desempenho do time? E qual foi o seu técnico preferido na Europa?

O impacto foi o maior possível. Fica difícil trocar de treinador no meio da temporada ou a cada ano. Imagina, você treina todos os dias para entrar no esquema daquele treinador, mas quando você está assimilando isto, muda tudo, o treino é diferente, a metodologia de jogo, o dia-a-dia. Complicado demais. Não tive nenhum treinador preferido na Europa.

Na sua visão de quem jogou nos dois países há pouco tempo, quais são as grandes diferenças entre o futebol alemão e o brasileiro? E por que a volta agora?

Dentro de campo, o controle tático e a defesa adiantada na Alemanha. Fora de campo, o calor humano do jogador brasileiro. Voltei agora porque um grande time se interessou pelo meu futebol e conta comigo para grandes conquistas. Gosto desta responsabilidade. Quero todos os títulos possíveis com o Santos.

Tite vem convocado vários jogadores com quem já trabalhou para a seleção brasileira e você esteve com ele no Corinthians em 2013. O que o Cléber de hoje vê de evolução desde então?

Eu cresci bastante como pessoa e como profissional. A evolução tática e a visão de jogo mudaram muito. Aprendi a enxergar o jogo de outra forma, com mais detalhes e amplitude. Vou trabalhar ainda mais para ser lembrado.

Passando ao Santos, o treinador Dorival Júnior tem o trabalho mais longo entre os treinadores da Série A e todos já conhecem o modelo de futebol da equipe. Entre os aspectos táticos importantes está a linha defensiva bastante adiantada, sempre procurando diminuir o espaço em relação ao meio-campo. Esta característica de intensidade, seja na cobertura ou na antecipação, sempre fez parte do seu jogo, não?

Sim, estou acostumado a jogar desta forma. Na Alemanha foi assim também. Time adiantado, com a bola no pé e sair jogando. Não mudou muito.

Qual foi o atacante mais difícil que você já marcou? Por quê?

Acredito que tenha sido o (Robert) Lewandowski. O cara é alto, forte e ágil. Dá trabalho.

Leia o complemento da entrevista no site “Doentes Por Futebol”

O Centrocampismo agradece a disponibilidade e o interesse em colaborar de Cléber Reis, do assessor Guilherme Treu e do grupo Um2 Comunicação Esportiva.

Colaboraram para a entrevista: Vinícius Dutra e Pedro Lampert.

FOTOS: Hamburgo SV e Santos FC

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