Desordem Verde

Pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Allianz Parque recebeu o clássico entre Palmeiras e Corinthians nesta quarta-feira. Uma partida que reuniu equipes em momentos opostos, com o Verdão ainda muito oscilante em seu desempenho e o Alvinegro na liderança do torneio com nove pontos de vantagem em relação ao segundo colocado. Como novidade, os comandados de Cuca contaram com o volante Tchê Tchê na lateral-direita e com o retorno do meio-campista venezuelano Alejandro Guerra ao time titular. Desta forma, o início do confronto se caracterizou por como os mandantes buscaram o próprio Tchê Tchê e o extremo Róger Guedes pelo setor destro. Porém, ao contrário do normal, os visitantes deixaram um espaço considerável entre suas linhas de marcação e Guerra conseguiu se posicionar bem nesta zona, oferecendo condições de receber passes com espaço.

O caso foi que isto não ocorreu, fazendo com que o jogo Palmeirense se tornasse previsível apesar da intensidade padrão, algo que também foi visto sem o esférico, com os locais pressionando bem após perder a posse e reduzindo o tempo de raciocínio dos jogadores contrários. Já os homens de Fábio Carille, apresentando seu XI habitual e conscientes de que o Palmeiras pressiona muito a saída de bola rival, abdicaram de sua tradicional elaboração ofensiva desde os zagueiros, apostando pelas ligações diretas com o atacante Jô, algo que não trouxe um resultado imediato. Entretanto, com o passar do tempo, o Corinthians foi ajustando suas linhas de marcação e conseguiu, como é de costume, fechar toda a faixa central do campo, forçando o Alviverde a se limitar ao jogo exterior, com cruzamentos que foram facilmente interceptados pelos zagueiros Pablo e Fabián Balbuena.

Aos poucos, os visitantes também conseguiram somar mais minutos com o esférico para assim elaborar contragolpes, por momentos buscando maior verticalidade e em outros pausando mais o ritmo. Em um destes lances de pausa, o extremo-esquerdo paraguaio Ángel Romero encontrou Guilherme Arana em disparada, com o jovem lateral-esquerdo sofrendo pênalti do meio-campista Bruno Henrique. Com o extremo-direito Jadson convertendo a cobrança, o plano de defesa posicional Corintiano só foi reforçado até a etapa inicial acabar. Já o segundo tempo foi caracterizado por uma grande desordem por parte do Palmeiras ao atacar. Colocando o atacante Miguel Borja no duelo e transferindo Róger Guedes para a lateral-direita, os locais só reforçaram seu jogo de velocidade pelos flancos, frequentemente se encontrando descompensado e desorganizado com e sem a bola.

Com o esférico, por diversas vezes o zagueiro colombiano Yerry Mina assumiu posições alternativas, encarregando-se funções armadoras, se posicionando como centroavante e até correndo pela direita como um legítimo ponta em claros exemplos de afobação e nervosismo. Desta forma, o trabalho do Corinthians foi facilitado, com uma simples boa proteção de área servindo para tirar o rival de uma zona de conforto. Neste cenário, ainda sobrou tempo para o mesmo Guilherme Arana disparar pela esquerda antes de sacramentar a vitória Corintiana no Derby, causando assim a primeira derrota do Palmeiras em seu estádio desde a partida contra o Atlético Mineiro no primeiro turno do campeonato passado. Com o resultado, 16 pontos separam os adversários na classificação, com o Palestra se distanciando ainda mais do bicampeonato.

FOTO: Sport Club Corinthians Paulista

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