Bakayoko contra o United

Depois de uma série de atuações negativas que culminaram na impactante derrota contra a Roma em duelo válido pela fase de grupos da Liga dos Campeões na última terça-feira, o Chelsea aproveitou a partida contra o Manchester United neste domingo para recuperar sensações positivas e somar uma vitória de muitíssimo peso – sem ir mais longe, reduziu para apenas um ponto a desvantagem em relação ao próprio rival desta ocasião –. No estádio Stamford Bridge, a equipe dirigida pelo italiano Antonio Conte superou com claridade os Red Devils na maior parte dos 90 minutos, com as únicas exceções neste sentido acontecendo durante um início muito aberto e a reta final, na qual os visitantes utilizaram o recurso aéreo do interior belga Marouane Fellaini para buscar o empate, com outro jogador nascido na Bélgica como o goleiro Thibaut Courtois assumindo um papel decisivo ao longo destes instantes.

Em uma partida que contou com vários nomes destacados no conjunto de Londres, provavelmente a principal chave tática para a superioridade dos Blues tenha sido o interior francês Tiemoué Bakayoko. Liberado para atacar por conta da presença de seu compatriota N’Golo Kanté, notável em seu retorno de lesão, nas funções de mediocentro, cada um dos movimentos verticais por parte do antigo jogador do Mônaco desordenou e desestruturou complemente o sistema defensivo com perseguições individuais ordenado pelo treinador português José Mourinho, que buscou espelhar o desenho tático do adversário para assim alcançar o controle dos acontecimentos como em outras oportunidades. O caso foi que Bakayoko sempre chegou antes que o meio-campista espanhol Ander Herrera, seu teórico par nos encaixes do Manchester United, algo que gerou constantes desequilíbrios que precisaram ser compensados.

Além disto, as projeções de Tiemoué também contaram com a constante mobilidade e superioridade do atacante ibérico Álvaro Morata sobre os três zagueiros (Eric Bailly, Chris Smalling e Phil Jones) dos Red Devils, com esta soma de fatores gerando um ritmo altíssimo e bastante fluidez em cada um dos ataques do Chelsea, algo que ganhou sentido através da capacidade passadora do interior espanhol Cesc Fàbregas, que somou o brutal número de seis assistências para remate no jogo. Entretanto, foi novamente (pela quinta vez na temporada) aproveitando a conexão entre o mesmo Morata e outro de seus compatriotas, o defensor César Azpilicueta, que os mandantes conseguiram o gol de sua vitória, com destaque para mais um grande remate com a cabeça de Álvaro e para o desmarque de atração realizado por Bakayoko que deixou o antigo jogador do Real Madrid sozinho em uma posição muito favorável.

FOTO: Chelsea FC

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