Massacre em Manchester

No clássico que abriu a rodada do Campeonato Inglês, Manchester City e Liverpool protagonizaram um jogo atípico no Etihad Stadium. Com os locais novamente apresentando o 3-5-2 deste começo de temporada com Sergio “Kun” Agüero e Gabriel Jesus formando a dupla de ataque enquanto o lateral brasileiro Danilo compôs o trio de zaga ao lado de John Stones e Nicolás Otamendi, os Citizens encontraram uma dificuldade considerável para sair de seu campo através da troca de passes durante os minutos iniciais tendo em vista que os Reds adiantaram suas linhas e forçaram ligações diretas por parte dos zagueiros e de outro Tupiniquim como o goleiro Ederson Moraes. Desta forma, a primeira fase do duelo transmitiu sensação de equilíbrio, com os comandados do espanhol Pep Guardiola sendo conduzidos por Kevin de Bruyne a todo momento.

Com o Liverpool demonstrando uma postura agressiva defensivamente, o interior belga apareceu entre linhas e se movimentou sempre oferecendo opção de passe para seus companheiros, encontrando espaços para conduzir ou assistir os alas e a dupla de ataque depois de encontrar recepções. Ao final, o Manchester City só foi capaz de ser efetivo em lances verticais, sempre considerando que De Bruyne se trata de uma das referências mundiais quando o assunto é transitar. Neste cenário, com assistência de Kevin após uma bola mal rebatida pelos zagueiros visitantes, o argentino “Kun” Agüero teve facilidade para colocar os Sky Blues em vantagem no marcador. Enquanto isto, a equipe dirigida pelo alemão Jürgen Klopp conseguiu realizar um início competitivo por conta do pressing já citado e a partir das ações individuais de Mohamed Salah.

Normalmente o ala-esquerdo francês Benjamin Mendy se projetou para pressionar o adolescente lateral-direito Trent Alexander-Arnold, com o egípcio encontrando espaços para transitar em velocidade pelo setor, tornando o argentino Otamendi uma presa fácil com sua brutal aceleração. Porém, em uma partida aberta com ambos criando ocasiões, a expulsão do ponta-esquerdo senegalês Sadio Mané representou um baque tremendo para o Liverpool. Com um jogador a menos, os visitantes naturalmente recuaram e o ManCity passou a ter o controle das ações através do esférico, aumentando sua vantagem após cruzamento de De Bruyne para o jovem brasileiro Gabriel Jesus. Outro fator determinante neste período esteve na na fragilidade defensiva dos Reds, que concederam espaços entre linhas e viram os zagueiros Joël Matip e Ragnar Klavan serem superados.

Na segunda etapa, com o Liverpool alterando seu sistema para um 5-3-1 e com Alex Oxlade-Chamberlain fazendo sua estreia no clube atuando como interior, o cenário não foi alterado. Com o domínio total, os mandantes alcançaram a baliza defendida pelo goleiro belga Simon Mignolet com muita facilidade, principalmente utilizando os flancos com os alas Kyle Walker e Mendy. Com De Bruyne ditando o ritmo, o jovem avançado alemão Leroy Sané saindo do banco de reservas inspirado e uma versão anticompetitiva dos Reds, Gabriel Jesus e o próprio Sané (duas vezes) decretaram o placar final. Em uma partida que transcorria de forma equilibrada e aberta, fatores como a expulsão de Mané, a atuação de Kevin e as falhas defensivas dos visitantes acabaram fazendo com que o lado azul de Manchester tivesse muito o que comemorar ao final dos 90 minutos.

FOTO: Manchester City

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