O momento do salto

O atacante francês Alexandre Lacazette dominou a Ligue 1 em termos de gols no mínimo desde a temporada 2013-14. A média de quase 23 tentos por edição do Campeonato Francês nos últimos quatro anos, todavia, mascara um problema resolvido apenas em um passado mais recente. Porque apenas há não muito tempo o agora ex-goleador do Olympique Lyonnais revolucionou o seu jogo fora da área, apresentando um entendimento altíssimo para facilitar toda a fluidez ofensiva coletiva a cada movimento. Os últimos 12 meses, com atuações completíssimas na Liga Europa e nacionalmente, comprovam isto. Aos 26 anos, este é o mínimo esperado em relação a um centroavante que pretende destaque mundial. Novo funcionário do Arsenal, Lacazette muda de ares tardiamente para dar um salto definitivo na carreira.

De contrato renovado após grande indefinição antes do título na última Copa da Inglaterra, o treinador Arsène Wenger recebe mais um compatriota em Londres para tentar encaixar dois estilos em um: a mobilidade do chileno Alexis Sánchez e a aptidão em fixar os físicos zagueiros da Premier League por parte de Olivier Giroud. Cada qual em seu momento, ambas as características já foram fundamentais para os Gunners anteriormente, sendo que uma costumava significar necessariamente a ausência da outra. Em contraponto, o normal a partir da estreia será ver Alexandre entregar os dois detalhes em situações diferentes de uma partida, possibilitando a Wenger atentar a outros possíveis limitantes do positivo 3-4-2-1 utilizado na reta final da temporada 2016-17. Após não alcançar uma vaga na Liga dos Campeões, o novo Arsenal começa a ganhar forma.

FOTO: Arsenal FC

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