Pegando a contramão

Wayne Rooney voltará às origens. A verdade é que, desde quando deixou o Everton para se transformar em um dos maiores jogadores da história do Manchester United sob comando de Sir Alex Ferguson, a grande promessa inglesa do século XXI se modificou. Nascido como atacante finalizador, embora sempre tenha tido mobilidade para atrair os marcadores para zonas desconfortáveis para os mesmos, Rooney foi recuando posicionalmente e crescendo como futebolista a ponto de virar o bastião da saída de bola Red Devil em determinados contextos. Não se contam nos dedos as vezes em que o “Shrek” atuou como interior criativo e controlador em uma linha de três meio-campistas, seja nos últimos anos com Ferguson ou durante a passagem do treinador holandês Louis van Gaal pela Inglaterra. O português José Mourinho, em menor intensidade, também fez uso disto.

De volta aos Toffes 13 anos depois, o panorama deverá ser um pouco diferente. No centro do projeto Blue guiado pelo comandante Ronald Koeman, a tendência é que Wayne faça o caminho de volta e retorne a ter uma relação íntima com a definição das jogadas. Após a saída do centroavante Romelu Lukaku para o ManUnited, a cota de gols antes garantida pelo belga (absurdas 68 anotações nas últimas quatro edições da Premier League) tende a ser redistribuída entre o britânico e o também recém-contratado Sandro Ramírez – o autossuficiente espanhol, contudo, ainda necessitará adaptação a uma liga de ritmo físico tão elevado –. Sendo assim, é possível que, para evitar o desastre da temporada 2016-17 no referente à construção ofensiva, Koeman inicialmente utilize novamente o esquema 3-4-2-1 encaixando Rooney e Ross Barkley para flutuar logo atrás do antigo jogador do Barcelona.

FOTO: Everton FC

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