Questão de acerto e inspiração

Neste domingo, o Manchester City não precisou completar sua melhor atuação na temporada para superar com claridade o Arsenal, aproveitando a derrota do Manchester United contra o Chelsea para abrir oito pontos na liderança do Campeonato Inglês. Inclusive, uma versão mais acerada e inspirada de seus jogadores ofensivos teria resultado em um triunfo de maior contundência para o treinador espanhol Pep Guardiola, que dispôs do cenário ideal depois de um início marcado por um interessante trabalho de pressão alta dos Gunners que não durou mais do que 10 minutos. Em suma, após esta primeira fase, os Sky Blues conseguiram levar o duelo para as coordenadas que mais lhe interessam: com o domínio da posse de bola, estabelecendo ataques em campo rival e podendo ativar sua pressão alta. Neste cenário, o interior belga Kevin de Bruyne não demorou para criar o 1-0 em uma jogada simplesmente brutal.

Com a desvantagem no marcador, os comandados do veterano francês Arsène Wenger assumiram maior risco com o esférico, buscando saídas elaboradas que possibilitassem sua reação. Entretanto, o conjunto de Londres foi anticompetitivo neste ponto, oferecendo diversas perdas em zonas proibidas que possibilitaram que os Citizens somassem transições em campo aberto, um contexto que deveria ter sido devastador considerando as individualidades ofensivas dos mandantes e a ameaça das mesmas em jogadas de contra-ataque. O caso foi que, após o duríssimo duelo contra o Napoli pela fase de grupos da Liga dos Campeões, o Manchester City acusou um natural desgaste mental que diminuiu consideravelmente suas possibilidades de acerto, algo que manteve o Arsenal com vida até pouco depois do intervalo, quando o extremo-direito Raheem Sterling sofreu pênalti do veterano defensor espanhol Nacho Monreal.

Com o 2-0, tudo parecia encaminhado no Etihad Stadium. O problema para Guardiola foi que seus jogadores exageram em seu relaxamento, algo que ofereceu vida para os visitantes, que aproveitaram a ofensiva substituição realizada por Wenger ao introduzir o atacante Alexandre Lacazette no lugar de outro francês como o zagueiro Francis Coquelin para recortar as distâncias no marcador com o próprio recém-ingressado após mais uma projeção ofensiva de perigo por parte do interior galês Aaron Ramsey. Entretanto, a comprovação de que a reação do Arsenal foi possibilitada pelo Manchester City e não exatamente imposta pelos Gunners esteve logo na sequência do gol de Lacazette, com os locais voltando a dominar a posse de bola, assumindo o controle dos acontecimentos mais uma vez (não permitiram outro remate ao rival) e não demorando para liquidar a partida através do jovem avançado brasileiro Gabriel Jesus.

FOTO: Manchester City

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