Reforços para Quique Setién

O experiente treinador Quique Setién assumiu o comando do Las Palmas em outubro de 2015 em um momento no qual o conjunto das Ilhas Canárias, um recém-ascendido, transmitia a sensação de simplesmente não contar com o nível necessário para competir na primeira divisão espanhola. Porém, terminaram sendo duas temporadas no comando da Unión Deportiva que resultaram em duas salvações sem complicações e dois períodos no qual a equipe alcançou os melhores níveis coletivo e individual do país. O principal motivo do êxito esteve no imediato entendimento entre o estilo associativo de Setién e a identidade criativa do jogador Canario. Se tratou do sistema perfeito para que os meio-campistas Roque Mesa e Jonathan Viera brilhassem na elite nacional e elevassem a competitividade do time através de suas qualidades individuais.

Dois anos depois, o novo desafio de Quique Setién é o Real Bétis em um projeto que em um primeiro momento desperta grande interesse. Em geral, o conjunto de Sevilla vem de anos estagnado na primeira divisão por conta da ausência de um estilo definido, algo que seu novo treinador irá implementar com toda certeza. O caso é que, diferentemente do que aconteceu no Las Palmas, claramente se tratava de um elenco que necessitava reforços que seguissem a linha estilística de seu comandante. O caso foi que o Bétis agiu rápido no mercado de transferências para adquirir nomes que se encaixam no estilo de Setién, em especial no meio-campo, onde o mexicano Andrés Guardado representa o perfil de mediocentro para liderar a saída de bola elaborada e o interior Víctor Camarasa oferece a capacidade física para atuar em diversas alturas.

No último terço, o extremo Cristian Tello também possui um conhecimento do jogo de posição que o permite gerar desequilíbrios exteriores depois de receber aberto enquanto o atacante Sergio León possui a qualidade técnica necessária para somar jogando de costas para a baliza contrária. Considerando que nomes já presentes no clube como os laterais Rafa Navarro e Riza Durmisi e o veterano avançado Joaquín Sánchez também encaixam na ideia, as bases parecem estar sendo estabelecidas. O problema está na eminente saída do jovem interior Dani Ceballos, que deveria representar o líder do projeto e o grande responsável por elevar as aspirações do mesmo. Sem o internacional espanhol em seleções com limite de idade, o Bétis perderia seu melhor jogador e uma peça que simplesmente não possui capacidade de alcançar no mercado.

FOTO: Real Bétis Balompié

2 Comentários

    • Difícil encontrar um projeto melhor para este novo Guardado. Possui a criatividade, a qualidade no passe e até as conduções que caracterizaram Roque Mesa no Las Palmas. Em geral, o Bétis encaixa muito bem. Adán; Navarro, Mandi, Pezzella e Durmisi; Camarasa, Andrés e Ceballos; Joaquín, Sergio León e Tello. Me parece que perfeito para jogar ao que Setién busca. O problema será perder Dani, que deveria realizar as funções de Jonathan Viera (aceleração em 3/4, desequilíbrio pela faixa central, gols + assistências…).

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